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As Diferenças do Corpo
Pr. Pedro Botelho

Quando se usa a metáfora da igreja como corpo, pode-se pensar em pelo menos três características peculiares que fazem parte do corpo: as diferenças, a funcionalidade e a sincronização.

O corpo se caracteriza pelas diferenças dos seus membros. Pois cada membro, além das diferentes funções que desempenha, se difere do outro no que concerne a sua anatomia, ou seja, em sua estrutura e em sua estética (forma). Conforme o pensamento Paulino, em sua primeira carta aos Coríntios, a igreja pode ser comparada a um corpo, que por sua vez é constituído por diversos e diferentes membros (I Co 12.14,18, 19 e 20).

Dessa forma, podemos pensar nas diferenças desses membros - que somos nós - nos seguintes aspectos: diferenças físicas (raça, regionalismo, integridade física e mental, estética); culturais (hábitos, costumes, valores, capacidade cognitiva, crenças); cronológicas (fases do desenvolvimento - infância, adolescência, jovem adulto, meia idade e idoso); sociais (grau de instrução, condição financeira, profissão, estirpe familiar, condição civil e judicial) e "teologizantes" (interpretação bíblica, usos e costumes, liturgia e pseudo-espiritualidade).

Os preconceitos se constituem no maior obstáculo a ser vencido pelo cristão no estabelecimento e manutenção dos relacionamentos (Jo 1.45 e 46).
"Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê".

Normalmente as fontes de nossos preconceitos (bons ou maus) são as diferenças que percebemos no outro. Isto acontece quando as diferenças são percebidas de forma que desperta em nós um sentimento de superioridade ou de inferioridade.
Os preconceitos podem gerar sentimento de ódio, provocando sectarismo ou a segregação das pessoas ou grupos, e em última instância pode gerar uma postura de violência.

O preconceito é um conhecimento conceitual cristalizado na mente humana que serve como base para um julgamento precipitado de como percebemos e nos relacionamos com uma pessoa ou um determinado grupo.
Este conhecimento, que se fundamenta nas diferenças, é alimentado e transmitido de geração para geração, e o seu processo de extinção é extremamente difícil.

Por fim, temos que aprender a viver com as diferenças, Paulo assim coloca: "Pois todos nós fomos batizados em só Espírito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito" (I Co 12.13).


Igreja Assembléia de Deus Bethel de Águas Claras - Brasília/DF
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